Finanças pessoais - eliminar ou reduzir despesas

 

eliminar ou reduzir despesas

    Eliminar ou reduzir despesas é uma das tarefas essenciais para quem pretende aumentar a sua capacidade financeira. Numa altura em que assistimos a uma subida vertiginosa da inflação, dos preços da habitação e da taxa Euribor, é imperativo que constitua as suas bases de investidor, consolidando a sua forma de poupar. E uma das primeiras coisas a fazer é eliminar despesas. Este artigo tem como objetivo analisar as despesas que podemos eliminar, relacionados essencialmente com a habitação e com o seu modo de vida.

Eliminar ou reduzir despesas com a habitação

    Eliminar ou reduzir despesas com a sua habitação aplica-se à sua habitação permanente e às suas habitações secundárias. Aqui destaco três importantes formas de o conseguir.

1. Despesas com o crédito habitação

    Nos casos em que possuir crédito habitação, a primeira coisa a fazer é identificar as despesas com o(s) crédito(s) habitação, no entanto, há quem não saiba o detalhe das despesas (responsabilidades) que tem para com o banco. Desta forma, é essencial que consiga identificar cada uma destas. Para isso, comece por descriminar todos os seus gastos com:

  • Mensalidade do crédito à habitação (juros e capital);
  • Mensalidade do seguro de vida associado ao crédito à habitação;
  • Mensalidade (real ou calculada) do seguro multirriscos;
  • Mensalidade (real ou calculada) do seguro de recheio;
  • Comissões bancárias associadas (por exemplo, de gestão);
  • Eventuais quotas associativas aplicadas por instituições bancárias.

    Utilize uma folha de cálculo excel para, de uma forma automática, somar todas estas despesas com as suas habitações. Irá ficar surpreendido! Estas integram as designadas despesas "fixas".

    Após efetuar este levantamento, identifique nos referidos contratos quais as taxas associadas aos mesmos. Qual a Taxa Anual Nominal [TAN] (taxa que incidirá sobre os juros) e qual a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global [TAEG] (custo total do empréstimo para o cliente, e.g. juros, seguros, impostos e comissões). Depois de efetuado este levantamento, já poderá analisar melhor as suas condições, face a outras disponíveis no mercado. Neste particular, aconselho recorrer a uma empresa de gestão de crédito, como a credível.pt, que consiga analisar e propor condições mais vantajosas sem custos para si. Aproveite e analise os seus créditos, preenchendo um simples questionário, que poderá ajudá-lo(a) a poupar milhares de euros. 

    Caso analise a opção de transferir o(s) seu(s) créditos para outro(s) banco(s), tenha especial atenção a eventuais gastos com essa transferência, designadamente comissões bancárias (de avaliação, gestão, etc.) que poderão colocar em causa a vantagem dessa mesma mudança. 

    Por fim, pense sempre no longo prazo e faça as suas contas. Se num imóvel poupar 40 euros por mês, ao final de um ano serão 480 euros que pode poupar, e ao final de 10 anos, já poupou 4.800 euros. Se multiplicar esta poupança pelo número de imóveis que possuir com crédito habitação associado, estará a poupar muito dinheiro, o qual poderá reverter para os seus investimentos. 👍

2. Despesas com o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)

    Outra despesa que poderá tentar reduzir é a despesa associada ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Este é um imposto cobrado pelos respetivos municípios baseado no valor patrimonial do respetivo imóvel (Valor Patrimonial Tributário), pelo qual está registado. A aplicação do IMI varia em cada município por estes aplicarem taxas diferentes ao valor dos respetivos imóveis, as quais estão igualmente publicadas no Portal das Finanças.

    E como poupar no IMI? Em primeiro lugar deverá simular o valor patrimonial do seu imóvel no Portal das Finanças. Se verificar que o valor simulado é igual ou inferior ao valor que constar na caderneta predial do imóvel, então deverá solicitar uma reavaliação da sua casa até 31 de dezembro, para ter efeitos no ano seguinte. Caso contrário, não é aconselhada essa avaliação. Poderá solicitar a mesma de 3 em 3 anos, sem custos. 😀

3. Trocar de casa

    E porque não? Se tem um mindset empreendedor, o que realmente pode contar é com a "veracidade do seu excel". O que quero dizer com isto é, se está a ter um enorme esforço em pagar a sua casa (apartamento ou moradia), já pensou que poderá reduzir drasticamente os seus gastos?
    Às vezes é necessário dar um passo para trás para permitir dar dois para a frente. Com certeza que já leu isto algures, em livros ou na internet. Numa altura em que o preço da habitação tem atingido índices bastante elevados, já pensou que poderá vender a sua habitação, obtendo um retorno muito atrativo e comprar outra habitação mais barata? O mais barato não quer dizer menos digna, muito pelo contrário!
    Se, por exemplo, construiu a sua casa há relativamente pouco tempo com recurso a crédito habitação, poderá ter atingido o dobro da prestação de há 6 meses a esta parte. Poderá constituir uma opção vender a mesma, realizar um encaixe muito atrativo e comprar um apartamento com áreas generosas e bem localizado, ficando a pagar menos. Este passo poderá garantir a sua estabilidade.

Eliminar ou reduzir as despesas com o seu modo de vida

1. Listar despesas a eliminar - estabelecer prioridades

    À semelhança do procedimento para identificar as despesas com o crédito habitação (gastos fixos), o primeiro passo para eliminar despesas com o seu modo de vida é identificar as mesmas. Estas podem ser fixas e variáveis.
     
    As despesas fixas, para além das associadas ao(s) crédito(s) habitação, estas podem ser relacionadas com a respetiva habitação:
  • Condomínio;
  • Serviços contratados (TV, água, gás e eletricidade);
  • Limpeza doméstica;
  • Serviços de engomadoria;
  • Serviços de segurança (e.g. alarmes);
  • Quotas associativas;
  • ...
    As despesas fixas relacionadas com o agregado familiar:
  • Educação (escolas; atividades de tempos livres; desporto; etc.;
  • Seguros de saúde e acidentes pessoais;
  • Ginásios;
  • Quotas associativas (e.g. ordens profissionais);
  • Relacionado com automóveis (IUC; Seguros; inspeções);
  • Serviços de segurança (e.g. alarmes);
  • ...
    No que respeita às despesas mencionadas, é importante estabelecer prioridades em cada um dos subgrupos. A intenção é identificar aquelas despesas que são menos prioritárias para, caso necessário, suprimir uma ou outra, caso venha a necessitar.

    Por sua vez, as despesas variáveis são aquelas cujo montante global pode variar mediante o seu perfil de consumo mensal. Nestas há muita margem para a sua redução. Estas podem ser:
  • Combustível;
  • Educação;
  • Saúde (Medicamentos, Consultas e Veterinário)
  • Ofertas;
  • Portagens e transportes;
  • Vestuário;
  • Restauração;
  • Outros serviços;
  • Impostos;
  • Compras em supermercados;
  • ...
    Relativamente às despesas variáveis é difícil definir prioridades, uma vez que é complexo prever a realização dos mesmas. Nestes casos, as despesas são passíveis de serem reduzidas, per si .

   Em suma, identificar despesas fixas e variáveis ajuda-o(a) a efetuar um raio-x ao seu perfil de consumidor e permite estabelecer os fundamentos para a sua poupança, designadamente, saber onde reduzir nas despesas fixas e nas despesas variáveis. Liste aquelas que podem simplesmente desaparecer!
    Já muito foi dito relativamente è eliminação de gastos variáveis, contudo, destaco dois que não tenho visto muito debatidos: as despesas com deslocações e com subscrições.


 2. Eliminar ou reduzir despesas com deslocações 

    Eliminando despesas com deslocações pode significar poder investir num imóvel!
   Ter despesas com a ida para o seu trabalho, por exemplo, pode levá-lo(a) a gastar centenas de euros por mês. Se, por exemplo, efetua as viagens para o seu trabalho, diariamente, pode estar a gastar entre 200 a 500 euros por mês, entre combustível e portagens, não contabilizando o desgaste do automóvel.
    Uma forma de eliminar esta despesa é a utilização de transportes públicos. Dentro das vantagens e desvantagens na utilização dos mesmos, destaco o facto de ser uma opção mais económica, mais segura, mais cómoda (não tem de conduzir e estar atento à estrada) e na qual poderá efetuar outras atividades durante o percurso, como por exemplo, ler livros e aumentar a sua literacia financeira. 😁

3. Eliminar subscrições esquecidas

    Há que ter especial atenção às subscrições que já não nos lembramos de as ter subscrito. Exemplo são os pequenos seguros associados a equipamentos eletrónicos que compramos (e.g. telemóveis; tablets; etc.). Uma vez que estes têm montantes "pequenos" associados, alguns poderão passar despercebidos. Outro exemplo são as subscrições efetuadas através de telemóvel por intermédio de aplicações. A fim de controlar os débitos que tem ativos, consulte o seu banco ou verifique na plataforma de acesso online, a secção de transferências por débito direto "ativas".
   
Espero que tenha gostado

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Nota: Este artigo integra o passo "Crescer" do conceito one to start ("decade") 


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Quem diria que um "t1" mudaria a minha vida e maneira de pensar o longo prazo. Para aqueles que têm receio em avançar, ou pensam primeiramente em grande. Que tal começar "pequenino" ? Está ao seu alcance.

1 Comentários

  1. Excelente artigo. Resume muito bem algumas coisas que cada um pode fazer para poupar uns euros. Continuação de bom trabalho!

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